Xamanismo e Universalismo

As quatro cores – As quatro raças – As quatro direções

Os Sete Princípios Xamânicos seus Atributos e Talentos

 1º. Ike– O mundo é o que você pensa que é.

Corolário: Tudo é sonho. Todos os sistemas são arbitrários.

Utilização do poder do pensamento.

 

2º. Kala– Não há limites.>

Corolário: Tudo está interligado.

Tudo é possível.

Separação é apenas uma ilusão útil.

Utilização das ligações energéticas.

 

3º. Makia– A energia segue o pensamento.

Corolário: A atenção segue o fluxo energético.

Tudo é energia.

Utilização do fluxo de energia.

 

4º. Manawa– Seu momento de poder é agora.

Corolário: Tudo é relativo.

Utilização do momento presente.

 

5º. Aloha – Amar é ser feliz com.

Corolário: o amor aumenta quando o julgamento diminui.

Tudo está vivo, atento e reativo.

Utilização do poder do amor.

 

6º. Mana – Todo poder vem de dentro.

Corolário: Tudo tem poder.

O poder vem da autorização (da criação).

Utilização do poder da autorização (da criação).

 

7º. Pono– A efetividade é a medida da verdade.

Corolário: Existe sempre outra forma de se fazer algo.

Utilização do poder da flexibilidade.

A cada princípio, corresponde um atributo; representam qualidades especiais a serem desenvolvidas e são percebidos de maneira diferente do que comumente fazemos.

 

Os princípios e seus atributos são;

 

1º. IkeVisão; é uma maneira diferente de se perceber as coisas; é a visão metafísica da realidade.

A visão comum das coisas chama-se IkePapakahi; é a visão do primeiro nível.

A visão metafísica chama-se Ike Papalua; é a maneira de se perceber a realidade atuando num segundo nível, de onde se controla o primeiro.

 

2º. KalaEsclarecimento; é; a maneira que se tem para agir fazendo com que se consiga claramente a união do seu eu com o universo; é a transformação do homem em um ser holístico.

 

3º. MakiaFocalização; focalizar em sua mente suas intenções, objetivos, metas e propósitos é uma maneira de se conseguir uma revisão permanente de suas motivações, o que lhe dá maior eficiência em suas ações e uma maior capacidade de frustrações.

4º. ManawaPresença; sendo o presente o nosso tempo, o aqui/agora e o agora/aqui são situações das quais tiramos todo proveito para nosso entendimento e compreensão e quanto mais atentos estivermos, mais presentes nos faremose mais frutos colheremos de nossas ações.

 

5º. AlohaBênção; em todas nossas intenções, atitudes e ações, se conseguirmos reforçar o bem presente ou potencial, quer pela palavra, imagem ou ação, poderemos sentir a bondade, enxergar a beleza e apreciar a perícia com que se age; assim, estaremos abençoando. O xamã age de maneira diferente porque é capaz de abençoar o bem potencial através de desejos de sucesso às pessoas a quem se dirige.

 

6º. ManaPermissão; para que qualquer coisa tenha poder, é necessário que lhe atribuamos este poder que queremos transmitir, isto é, autorizamos que tenha este poder. Isto pode ser feito com pessoas e objetos; só se consegue isto com a energização do que queremos atribuir poder.

Assim como podemos dar poder, também podemos tirar.

O xamã guerreiro personifica o mal lhe dando poder, aprendendo como conquistá-lo; o xamã destemido tira o poder do mal despersonificando-o e aprendendo sobre ele, conseguindo a harmonia, fazendo assim, que o mal desapareça.

 

. PonoTecelão de sonhos; o xamã tece seus próprios sonhos desenvolvendo suas habilidades e assim, poderá ajudar os outros a tecerem seus sonhos. Ele usa esta habilidade para fazer suas curas que têm um sentido diferente das curas comuns. Por exemplo, um massagista, massageando o corpo de um paciente está usando suas mãos para curar o corpo físico do paciente. O xamã massagista, massageando, estará usando o corpo físico como ferramenta para tecer um novo sonho e curar o espírito. São duas situações em que as ações são semelhantes, mas as intenções e atitudes são diferentes.

No primeiro caso, houve uma cura corporal e no segundo, ao tecer um sonho propiciou uma cura física e mental; provocou uma modificação espiritual que manterá o indivíduo com novas intenções e atitudes de vida criando uma nova crença.

Esta situação é eficiente e a eficiência está na capacidade de tecer sonhos do xamã e das mudanças sofridas que manterão o indivíduo com suas novas crenças.

Cremos que está ai a diferença das duas palavras da Língua Inglesa: cure e healing; a primeira, é a resposta de cura do massagista e a segunda, é a resposta de cura do xamã.

Foram também sintetizados nos trabalhos de Max FreedomLong de maneira magistral, na Prece Ação.

A leitura atenta e livre dos Evangelhos nos mostra que esses princípios não foram esquecidos por Jesus.

INIPI – Tenda do Suor

 Inipi é uma cerimônia de purificação que tem sua origem nos rituais sagrados dos nativos norte-americanos e cuja antiguidade certamente se perde no tempo. Inipi, ou Tenda do Suor, é uma cabana feita de folhagens preferentemente de salgueiro branco (porque é flexível e desprende uma substancia relaxante), com um orifício no centro onde são colocadas pedras aquecidas em fogo vivo ceremonial. Sobre as pedras se colocam ervas aromáticas e água, que com o choque térmico produzem bastante vapor, o que por sua vez provoca suor nas pessoas que estão em seu interior, poderia dizer que é uma sauna natural, mas é muito mais que isso.

A palavra Inipi deriva etimologicamente da palavra Lakota “Iniunkajaktelo”, que literalmente significa ‘vamos orar na tenda de suor’. A Inipi é um lugar de oração e como tal se considera um templo. A cabana em si, tem forma redonda e está construída com 16 ramos verticais que se amarram formando duas cruzes de 4 direções iguais, que representam os 16 espíritos sagrados da tradição Lakota:

Wi, o Sol, portador de luz, calor e vida, aquele que traz valor e generosidade a nossas vidas;

Skan, o movimento, é a força e a energia que nos move;

Maka, a terra, nossa avó que nos nutre;

Inyan, a pedra, a natureza eterna do criador, a mais anciã;

Hanwi, a Lua, representa os ciclos da vida, o sobrenatural das mulheres;

Tate, o vento, controla as estações e vigia o caminho que conduz ao mundo dos espíritos, pai dos quatro ventos;

Unk, o conflito, o pai do mal;

Wakinyan, a ave do trono, senhor das tormentas, é o espírito que cria a energia elétrica;

Tatanka, o búfalo, irmão do índio, o que dá a saúde, o alimento e a vida;

Tob Tob, o urso, nos a medicina das ervas, o amor e a valentia;

Wani, as quatro direções, controlador do tempo, mensageiro dos sagrados;

Yumni Wi, a deusa do mar, restauradora do equilíbrio, do amor, dos esportes, do jogo e da energia feminina;

Niya, o espírito , a essência do ser;

Nagi, a alma, habita nos seres humanos, nos animais, nas pedras, nas arvores e nos rios;

Sicun, a inteligência, o poder inato que habita em cada homem e em cada mulher;

Yumni, o redemoinho, o imaterial, o órfão que nunca nasceu, o redemoinho de ar, o pequeno turbilhão,o mensageiro travesso dos sobrenaturais.

As 4 filas de ramos verticais que envolvem a cabana simbolizam os 4 mundos, o mineral, o vegetal, o animal e o humano; a ultima vara que se entrelaça no teto com todos os 16 ramos verticais forma uma estrela de oito pontas representando os planetas e o universo.

Desta maneira a cabana representa toda a criação e o ventre sagrado de nossa Mãe Terra em cujo umbigo se colocam as anciãs avós (pedras), sabias possuidoras do código genético da historia de nosso planeta.Quanto entramos no ventre da nossa Mãe voltamos a ser outra vez crianças inocentes, mas como estamos no mundo entramos impuros. Humildemente esperamos que entrem as pedras incandescentes e as saudamos respeitosamente, orando a sabedoria ancestral das avós e ao poder do avô fogo que nos limpem e curem nossos corpos e nossas almas, é um momento muito especial, de silencio e veneração, As avós quentes ordenam! A pessoa que guia a Inipi espalha a medicina do urso sobre as pedras: as ervas aromáticas; e então a Inipi se enche com o perfume da sálvia e do cedro, a erva doce e o tabaco que continuam fazendo o trabalho da limpeza, desbloqueando os túneis escuros de nossa mente e nossas emoções, liberando-nos das energias mais densas do mundo; os espíritos dessas plantas são sábios e profundamente amorosos. Então entra a água, a vida em todo o seu fluir, com a água se saúda as pedras , se fecha a porta e começa a cerimônia.

Pedindo permissão as 4 direções, ao céu, a terra e ao coração , começam então os cânticos e as rezas. A água começa a tocar as pedras e nos vemos imersos em uma grande nuvem de vapor em meio a mais absoluta escuridão, é uma sensação de paz e imensidão, que unida ao poder maravilhoso da alquimia dos elementos começa a nos transformar pouco a pouco, o suor corre copioso por nosso corpo, as vezes temos a sensação de sermos um rio, ou um grande mar, sentimos que saem jorradas de toxinas de nossos corpo físico e astral. As pessoas da inipi se apresentam dizendo seus nomes, lugar de origem e seus motivos e razões para estarem na cerimônia, se criando assim uma sensação de unidade. Muitas pessoas novatas sentem medo dentro da inipi, a escuridão, o mistério, o contato com o outro compartindo um espaço tão pequeno, com se fosse um só corpo, o calor imenso que desafia os limites da mente. Por isso é importante que a pessoa que esta conduzindo a inipi tenha muita experiência para transmitir segurança às pessoas, fazer com que sintam que esse é o melhor lugar para estar, o ventre quente de nossa Mãe, recebendo o poder curador da alquimia elemental, protegidos pelos espíritos da natureza e dos ancestrais. Ensinar-lhes a rezar desde o coração, agradecendo e pedindo aquilo que necessitam para melhorar suas vidas e a vida da Terra.

Se realizam 4 rondas, abrindo a porta 4 vezes para introduzir mais pedras. Em cada ronda se invoca uma direção:
Na primeira o Oeste, o lugar do mistério e da escuridão onde o guerreiro espiritual aprende a caminhar sem medo reconhecendo o lado escuro; aí se recebe a orientação e o conselho do Urso, do Tigre, da Serpente e da Coruja que nos ensinam as táticas necessárias para transitar por esses caminhos.

Na segunda porta o Norte, de onde recebemos a força e a sabedoria do Búfalo, quem nos sustenta na vida.
Na terceira o Leste, de onde recebemos da Águia a luz e a claridade para atuar em harmonia com o Grande Espírito.

Na quarta e ultima o Sul, o lugar da inocência e da compaixão, de onde recebemos os pequenos ensinamentos do Rato e de tudo o que é pequeno, o jogo, a alegria e a diversão.

A partir dai saímos purificados, leves, limpos , com pele de bebê. Conectamos-nos com Wakan Tanka, o Grande Espírito através da cerimônia onde Ele se manifesta nos fazendo sentir todo seu poder.
Voltamos a nascer!

Ahow!

 

É uma tradição milenar usada por nossos antepassados com o objetivo de curar, limpar e purificar corpo e espírito. A cerimônia é dos primeiros e mais antigos ensinamentos que existem. Vem da origem. E a origem é no ventre de nossa Mãe Terra, numa das primeiras cerimônias que temos na hora de vir a tomar forma, a tomar força, de nos encontrarmos como os quatro elementos e direções, com o Criador, o Grande Espírito.

Representa o ventre da nossa Mãe Terra, de onde se é concebido, onde se é alimentado como semente para chegar a termos a unidade com todos os poderes do Universo. É das primeiras cerimônias entregues ao ser humano e está baseada na benção e purificação, através do líquido sagrado que é a água, através do calor da vida, do vento e do fogo. É uma cerimônia conhecida como a “Cabana das Pedras Anciãs”. Usam-se pedras que se solidificaram, após receberem o calor nas entranhas da Mãe Terra e virem à superfície. É uma cerimônia do Fogo Sagrado, onde se relembra primeiro o calor guardado por estas pedras que já foram lava um dia.

Estas pedras são aquecidas e levadas pelo “homem fogo” a uma cabana que representa o umbigo da Mãe Terra. Ali são depositadas e é onde as pessoas se reúnem para as receber. Plantas aromáticas são utilizadas para agradecer e bendizer a vida. Estas plantas são depositadas sobre as pedras, onde liberam a sua essência ao serem aquecidas pelo calor, pelo fogo armazenado nestas pedras. Depois de terem a oportunidade de respirar este aroma, as portas são fechadas e todos juntos compartilham um mistério, uma escuridão, o interior, um momento de profundidade e de união com o Universo. Neste momento a água é depositada sobre as pedras. Aí começamos a nos dar conta de como o Poder se move, porque esta água que cai sobre as pedras, imediatamente nos é retornada de uma forma muito mais leve, em forma de vapor.

Nesta ocasião se manifestam e equilibram a medicina, o conhecimento, a sabedoria que podem ser aspiradas. A isto chamamos de “memória do primeiro alento”, a memória do momento de quando fomos concebidos. É uma das cerimônias mais antigas, onde recebemos o conselho de nossos antepassados, de como foi que obtemos a vida que temos agora.

A tenda do suor se faz com doze ou dezesseis paus jovens, e eles também tem uma lição, pois no outono sua folhas morrem e regressam a terra, mas na primavera devolvem a vida. De forma igual, os homens morrem, mas vivem novamente no mundo real do Grande Espírito, e esta vida verdadeira nos podemos conhecer aqui na terra se purificamos nossos corpos e mentes e nos aproximamos assim do Grande Espírito, que é todo pureza.

Os paus que formam a tenda do suor são postos de maneira a marcar os quatro cantos do Universo, assim a tenda inteira é um microcosmo, é a imagem do Universo, e as pessoas de dois pés, de quatro pés, os alados e Todas As Nossas Relações, todas as coisas do mundo e tudo, estão contidas dentro dela.

E, todas estas coisas devem ser purificadas antes de poder enviar uma voz ao Grande Espírito.

As pedras representam a Terra, a natureza indestrutível e eterna do Grande Espírito.

O fogo que está nas pedras representa o poder do Grande Espírito, que dá a vida a todas as coisas. É como um raio de Sol, pois o Sol também é um aspecto do Grande Espírito.

O Buraco do Centro representa o Centro do Universo, onde mora o Grande Espírito, com seu poder o fogo.

Todas estas coisas são sagradas para nós e deve-se entender profundamente se realmente desejamos nos purificar, pois o poder de uma coisa ou de um ato reside em seu significado e na compreensão que temos deles.

 

O Ritual da Tenda do Suor, que é integrado por quatro fases distintas. Levando em conta que a tenda é um ventre que gera a vida, um dos modelos que se seguem para estabelecer este ritmo, é o do próprio corpo do ser humano.

É o local onde oferecemos a água de nosso corpo para a Mãe Terra. Tradicionalmente é confeccionada com Salgueiros, tendo a forma semelhante a uma nave espacial. Os mourões de salgueiros são utilizados para formar a armação da tenda, e o número de salgueiros varia de acordo com a intenção. O salgueiro por ser a árvore do amor é a preferida, porém podem ser utilizadas as nativas.

A porta de entrada da tendas poderá ficar para o Leste ou Oeste, dependendo da intenção do condutor. A tenda é construída diretamente sobre a terra, tendo um buraco no centro. A armação da tenda é recoberta por lonas.

Na cerimônia as pessoas reúnem-se na fogueira ritual, onde são esquentadas pedras, diretamente no fogo, pelo período de aproximadamente três horas. São feitas evocações, e saudações ao fogo.

As pessoas vão entrando em fila na tenda, que já tem uma pedra para dar o pré-aquecimento. É importante lembrar que as pedras guardam registros da Terra.

 Ao entrar na tenda, cada pessoa passa pelo condutor, que faz evocações e purificações com uma pena, preparando o participante para entrar.

Ao entrar ajoelhado o participante evoca o mantra : Ahow! Mitakuye Oyasin!! (“Por Todas As Nossas Relações”), e ocupa um lugar dentro da tenda, dirigindo-se no sentido horário.

Quando todos estão dentro da tenda, o Guardião do Fogo vai, a pedido do condutor, trazendo as pedras quentes conforme a intenção do trabalho.

Após as pedras colocadas no centro da tenda, a porta é fechada, e começam as invocações, jogando água e ervas nas pedras. São invocados os poderes das quatro direções, animais de poder, canções, preces, etc..

O vapor começa a subir tomando conta da tenda, elevando a temperatura de forma intensa. Neste momento, através da própria elevação da temperatura do ambiente, as pessoas começam a suar purificando seu corpo, e entram em estado alterado de consciência, recebendo visões esclarecedoras.

Nesta cerimônia podemos sentir que a Terra tem vida. Entrar na tenda é nascer de novo, une-se o espiritual com o mental, aprendemos a abrir o nosso espírito, a ser pacientes.

A INIPI é uma cerimônia de cuidados e purificação. Abre nossos poros para liberar toxinas.

Ela simboliza o retorno ao útero da mãe. Uma tenda do suor, sem a cerimônia é apenas quente. Com a cerimônia estaremos unidos à Terra, nos convertemos em parte integrante da Terra. Na INIPI nos concentramos na purificação do físico, da mente, das emoções, do espírito.

CACHIMBO SAGRADO

A tradição dos índios da América do Norte possuem um símbolo e um «meio de graça» de primeira importância: o Chanumpa, o qual representa uma síntese doutrinal e também um instrumento ritual em que se apóia toda a vida espiritual e social; descrever o simbolismo do Cachimbo Sagrado e de seu rito equivale, pois, em certo sentido, a expor toda a sabedoria dos índios.

A CHEGADA DO CACHIMBO SAGRADO

 É de uso corrente o cachimbo entre os xamãs do mundo inteiro. Para os nativos norte-americanos, ele surgiu com a aparição da Mulher Novilho Búfalo Branco (manifestação feminina de Wakan Tanka, o Grande Mistério – Deus), na tribo Lakota Sioux.

Ela ensinou que o fornilho representava a Terra , e o cano tudo o que nasce sobre a Terra.

O fornilho também representa o aspecto feminino e o cano o aspecto masculino. A união dos dois simboliza o princípio da criação, da fertilidade. O Cachimbo Sagrado é uma forma de oração, as preces são enviadas através do cachimbo.  

A cada pitada de tabaco se está honrando o que os nativos chamam de Todas As Nossas Relações (Mitakuye Oyassim), que são todas as manifestações da vida da Criação, seres elementais, animais, insetos, peixes, pedras plantas, ancestrais, e etc.

Quando o índio leva a cabo o rito do Chanumpa, saúda ao céu, à terra, e aos quatro pontos cardinais, seja «oferecendo» o Cachimbo, cujo canhão representa, como o quer, por exemplo, o ritual dos Sioux, já dirigindo a fumaça até as direções indicadas e as vezes também o fogo central – o agni -védico que arde ante o oficiante; a ordem destes gestos pode variar, mas seu plano estático é sempre o mesmo, já que constitui o esquema doutrinal, dogmático se quiser, que será atualizado pelo rito.

 Diz a tradição lakota:

Muitos invernos se passaram desde que isso aconteceu: dois lakotas que tinham saído para caçar e estavam observando sobre uma colina; viram ao longe, no mesmo instante em que saía o sol, algo que avançava em sua direção de um modo estranho e maravilhoso.

Quando se aproximou mais, viram que era uma mulher muito bela, vestida com brancas peles de gamo, e que levava sob o ombro direito uma bolsa com franjas. Então um dos homens teve pensamentos impuros e falou isso a seu amigo;  mas este lhe disse para não ter tais pensamentos, porque certamente aquela era uma mulher wakan, uma mulher sagrada.

Logo esta mulher estava próxima; e depois de soltar sua bolsa, pediu ao homem que tinha tido pensamentos impuros que se aproximasse dela. Quando o homem se aproximou da mulher misteriosa, uma grande nuvem lhes envolveu, e quando, pouco depois, se dissipou, a mulher continuava em pé e no solo estava o homem mau, reduzido à condição de um esqueleto com vermes devorando seus ossos.

A mulher disse então ao outro, ao homem bom:

«Considere isso que viu! Vou ao encontro de teu povo e desejo falar a teu chefe Ehloghecha Najin, Chifre Oco Em Pé. Regressa e diga a ele que prepare uma tenda espaçosa onde reunirá todo seu povo que irá se preparar para minha chegada. Quero dizer-lhes algo muito importante. »

O jovem caçador correu para a tenda de seu chefe e lhe narrou todo o acontecido, que esta mulher misteriosa viria lhe visitar e que teria que preparar sua recepção.

O chefe Chifre Oco Em Pé dispunha naquela época de várias tendas desmontadas, e mandou fazer com elas uma grande, tal como havia pedido a mulher.

Rapidamente enviou um mensageiro para avisar a tribo que deveriam colocar suas melhores roupas e se reunir sem tardar na tenda.

Todos estavam muito intrigados enquanto aguardavam na vasta tenda a chegada da mulher celeste, e todos se perguntavam o que poderia querer lhes dizer.

 Logo os jovens que vigiavam a chegada da desconhecida anunciaram que a percebiam ao longe, se aproximando com graça e dignidade; e de repente a mulher misteriosa entrou na tenda e lhe deu a volta no sentido do movimento do sol, e após completar toda a volta se deteve frente Chifre Oco Em Pé.

Pegou a bolsa de seu ombro e, a suspendendo com as duas mãos diante do chefe, lhe disse:

«Contemple isso e ame-O sempre! É uma coisa muito sagrada – lilla wakan –, e deveis sempre considerá-la como tal. Nunca um homem impuro deverá ser autorizado a vê-la, pois nesta bolsa se encontra um Cachimbo sagrado. Com ele, nos invernos futuros, enviarás vossa voz a Wakan Tanka, vosso Avô e Pai».

Depois de falar assim, a mulher celeste tirou da bolsa um Chanumpa, e também uma pedrinha redonda que colocou no solo. Dirigindo o Cachimbo, pela haste, para o céu, disse:

          «Com este Cachimbo de mistério caminhareis pela Terra; pois a Terra é vossa Avó e Mãe e é sagrada. Cada passo dado sobre ela deverá ser como uma reza. O fornilho deste Cachimbo é de pedra vermelha; é a Terra. Este bisão jovem que está gravado na pedra, e que olha para o centro, representa aos quadrúpedes que vivem sobre vossa Mãe.

A haste do Cachimbo é de madeira, e isso representa tudo o que cresce sobre a Terra. E essas doze plumas que pendem de onde a haste penetra no fornilho são de Wambali Galeshka, a Águia Pintada, e representam a Águia e a todos os seres alados do ar. Todos estes povos, e todas as coisas do Universo, estão vinculados a ti, que fumas o Cachimbo; todos enviam suas vozes a Wakan Tanka, ao Grande Espírito.

Quando rezares com este Cachimbo, rezareis por todas as coisas e com elas. »

 A mulher celeste tocou então com o extremo do Cachimbo a pedra redonda posta no solo, e disse:

«Com este Cachimbo estareis unidos a todos os vossos antepassados: vosso Avô e Pai, vossa Avó e Mãe. Vosso Pai Wakan Tanka também o presenteia com esta pedra redonda que é feito da mesma pedra vermelha que o fornilho do Cachimbo. É a Terra, vossa Avó e Mãe, e é o lugar onde vivereis e crescereis.

Esta Terra que Ele vos deu é vermelha, e os homens que vivem nela são vermelhos; e o Grande Espírito vos deu também um dia vermelho e um caminho vermelho. São veneráveis; não os esqueceis.

Cada aurora que chega é um acontecimento sagrado, e todos os dias são sagrados, pois a luz vem de vosso Pai Wakan Tanka; e deveis também concordar sempre que os homens e todos os demais seres que estão nesta Terra são sagrados e devem ser tratados como tal.

Desde agora o Cachimbo de mistério estará nesta Terra vermelha, e os homens tomarão o Cachimbo e enviarão suas vozes ao Grande Espírito. Estes sete círculos que vês na pedra significam muitas coisas, pois representam os sete ritos segundo os quais se utilizará o Cachimbo.

O primeiro grande círculo representa o primeiro rito que vos transmitirei, e os outros seis círculos representam os ritos que vos serão revelados diretamente, a seu devido tempo.

Chifre Oco Em Pé, seja respeitoso a estes presentes e para com teu povo, porque são sagrados. Com este Cachimbo, os homens prosperarão e todo o bem virá a eles.

 Do alto, o Grande Espírito vos deu este Cachimbo afim de que, graças a ele, podereis obter o conhecimento. Estais sempre agradecidos por este grande presente!

Agora, antes que eu vá, desejo vos dar instruções sobre o primeiro rito com o qual teu povo deverá utilizar este Cachimbo.

Que para ti seja sagrado o dia em que um dos teus morra! Deverás então guardar sua alma como vou lhe explicar, e assim ganharás muito em poder, pois cada alma fortalecerá tua abnegação e teu amor a teu próximo.

Enquanto um dos vossos permaneça com sua alma junto a teu povo, estareis em condições de enviar vossa voz ao Grande Espírito através dela.

Que seja igualmente sagrado o dia em que uma alma se libere e regresse a sua morada, que é Wakan Tanka; porque nesse dia quatro mulheres serão santificadas e com o tempo trarão filhos que caminharão pela luz da vida segundo o mistério, dando exemplo a teu povo.

 Olhem-me, porque sou eu o que levarão à sua boca, e graças a isso se converterão em santos.

O homem que guarda a alma de uma pessoa deve ser virtuoso e puro, e deve se servir do Cachimbo para que todos, com a alma, enviem juntos suas vozes ao Grande Espírito.

O fruto de vossa Mãe Terra, e o fruto de tudo o que leva, serão assim benditos, e teu povo marchará então segundo o mistério pelo caminho da vida.

Não se esqueça que o Grande Espírito vos deu sete dias para lhe enviar vossa voz. E enquanto isso acontecer, vivereis. O resto vos será revelado pelo Grande Espírito. »

 Então a mulher celeste se virou para sair da tenda, mas voltando-se novamente para Chifre Oco Em Pé, disse:

«Olha este Cachimbo! Lembre-se sempre o quanto sagrado Ele é, e o trate assim, porque ele te guiará até tua meta. Veja! Em mim há quatro idades. Agora eu vou, mas olharei pelo teu povo durante cada uma destas idades e, ao final, regressarei. »

Depois de dar a volta na tenda seguindo o movimento do sol, a mulher misteriosa saiu; mas, a uma curta distância, se virou para o povo e se sentou. Quando se levantou, as pessoas viram com surpresa que ela havia se transformado em um jovem bisão vermelho e castanho. Então esse jovem bisão, depois de se distanciar um pouco, se deitou no chão e se espojou, e olhou para as pessoas; e quando se levantou novamente, era um bisão branco.

Distanciou-se e se espojou pelo solo, e se transformou em um bisão negro, que se distanciou mais, se inclinou para cada uma das quatro Regiões do Universo, e desapareceu por detrás da colina.

 O cachimbo também é utilizado por xamãs peruanos em rituais com plantas de poder; na magia dos pretos velhos pela Umbanda Sagrada e por índios brasileiros em rituais de cura e exorcismos.

O fato de alguns cachimbos serem de uma peça só não tira o valor ritual.

Ahow! Mitakuyê Oyasin!

 

DREAM CATCHER

Você tem um filtro de sonhos pendurado na sua janela? Sabe para que serve ou como funciona? Não? Então descubra aqui porque estas lindas teias de caçar sonhos fazem tanto sucesso. E boa noite!

E, embora o nome, Filtro de Sonhos ou Teia de Sonhos (Dream Catcher, em inglês), já seja bem sugestivo, nem todo mundo sabe exatamente para que servem estes belos objetos redondos, enfeitados de penas, pedras, contas, etc.

Os Dream Catchers chegaram ao Brasil vindos dos EUA.

 

A história dos Dream Catchers

Quase todas as tribos de índios americanos há muitos anos já os incorporaram às suas tradições. E as lendas sobre eles correm por toda parte. Embora hoje todas as nações indígenas produzam seus próprios Dream Catchers, a história dos filtros começa com os índios Chippewa, povo que vivia na região dos Grandes Lagos americanos, para quem as mensagens dos sonhos desempenhavam um papel fundamental nas suas vidas.

Para isso, os Dream Catcher eram uma ferramenta essencial.

 O Filtro de Sonhos, como ficou conhecido em português, na verdade, não é um filtro, é uma teia. Os Chippewa acreditam que, quando a noite cai, o ar se enche de sonhos, bons e ruins.  Alguns destes sonhos, mesmo sendo pesadelos, podem conter uma mensagem importante do Grande Espírito (Deus) para nós. Então, na verdade, estes sonhos são bons sonhos. Mas existem muitos outros sonhos e energias ruins flutuando à nossa volta e que não são nossos.  Estes é que podem nos fazer mal. É justamente para separar estes sonhos e energias ruins que existem os Dream Catchers.

 A tradição manda que sejam pendurados sobre o berço dos bebês e a cama das crianças ou dos adultos. Os sonhos bons, sabendo exatamente aonde ir, conseguem passar pelo centro da teia, ao passo que os sonhos ruins ficam perdidos e acabam presos nos fios. Quando os primeiros raios de sol surgem, os sonhos maus desaparecem.
Uma pena é colocada no centro, representando o ar ou a respiração, essencial para a vida. O bebê, observando a pena dançar ao vento, aprende uma lição sobre a importância do ar. A pena feminina, simboliza a sabedoria. A pena masculina serve para dar coragem. As penas são colhidas na Natureza, sem matar nenhuma ave.

Lendas dos Dream Catchers

Existem várias lendas relacionadas com os Dream Catchers. Esta que escolhemos é apenas uma  delas…

Uma aranha fiava sua teia, próximo à cama da Avó (Nokomi), a Curandeira (ou Xamã) da tribo. Todos os dias ela observava a aranha trabalhar. Alguns dias depois, o neto entrou e, ao ver a aranha na teia, pegou uma pedra para matá-la. Mas a Avó não deixou. O garoto achou estranho, mas respeitou o seu desejo. Então, a aranha falou: “Obrigada por salvar minha vida. Vou dar-lhe um presente por isso.     Na próxima Lua vou fiar uma teia na sua janela. Quero que você observe com atenção e aprenda como tecer os fios.   Porque esta teia vai servir para capturar todos os maus sonhos e as energias ruins.    O espaço no centro vai deixar passar apenas os bons sonhos e fazê-los chegarem até você”.

Quando a Lua chegou, a Avó viu a aranha tecer sua teia mágica!

Agradecida, não cabia em si de felicidade pelo maravilhoso presente: – “Aprenda”, dizia a aranha. Finalmente, exausta, a Avó dormiu. Quando os primeiros raios de sol surgiram no céu, ela acordou e viu a teia brilhando como jóia graças às gotas de orvalho capturadas nos fios. A brisa trouxe penas que também ficaram presas na teia, dançando alegremente e, por último, um corvo pousou na teia e deixou uma longa pena pendurada. Por entre as malhas da teia, o Avô Sol sorria alegremente… E a Avó, feliz, ensinou todos da tribo a fazerem seus Filtros de Sonhos.

E até hoje eles vêm afastando os pesadelos de muita gente…   Quem sabe não vai funcionar com você também?

O HOSRÓSCOPO DOS ÍNDIOS NORTE-AMERICANOS

 Baseados na idéia de que todas as coisas que existem no universo – minerais, plantas, animais e homens – estão intimamente ligados, os curandeiros norte-americanos criaram um horóscopo muito especial.

Os signos têm nomes de animais e estão relacionados a tribos e aos ciclos lunares. Descubra o seu.

 

GANSO DA NEVE (22 de dezembro a 19 de Janeiro)

Personalidade: Você pertence ao Povo do Ganso da Neve e tem a regência da Lua da Renovação da Terra. Em geral, respeita a autoridade, honra a tradição e cumpre com seus deveres. No dia-a-dia, mostra-se prudente e aplicado às suas tarefas. Essa dedicação, aliada a um gosto pelo perfeccionismo, faz de você excelente organizador.

Desafio: aprender a ser mais humilde.

Mineral: cristal de quartzo límpido. Usando-o, você se tornará mais ativo em tofos OS níveis e conseguirá eliminar as energias negativas.

Planta: bétula. Cultivando-a, você se tornará mais forte e menos resistente às mudanças.

 

LONTRA (20 de Janeiro a 18 de fevereiro)

Personalidade: você pertence ao Povo da Lontra e tem a regência da Lua do Descanso e da Purificação. Hábil e dinâmico, você, de maneira geral, se mostra muito prestativo e se interessa por causas humanitárias. Embora brincalhão, age com firmeza quando se zanga.

Desafio: transformar os sonhos em realidade.

Mineral: prata. Ela ajuda a melhorar a circulação sangüínea, o funcionamento da mente e abre as portas para o mundo místico.

Planta: choupo. Usando-o, você aprende a lidar com seus medos e a melhorar sua sensibilidade.

 

PUMA (19 de fevereiro a 20 de março)

Personalidade: você pertence ao Povo do Puma e tem a regência da Lua dos Grandes Ventos. Você é cauteloso e pouco propenso a se revelar, até que possa confiar nos outros. Embora justo,intuitivo e gentil, é agressivo quando se sente ameaçado.

Desafio: Adquirir maior senso da realidade e aprender a não se magoar com facilidade.

Minera: turquesa. Usando-a, você pode se expressar criativamente em todos os níveis, bem como fortalecer seu sistema nervoso.

Planta: tanchagem. Ela cura feridas físicas e espirituais.

 

FALCÃO VERMELHO (21 de março a 19 de abril)

Personalidade: você pertence ao Povo do Falcão Vermelho e tem a regência da Lua das Árvores em Botão. É enérgico e independente, hábil em penetrar no interior das pessoas. Sua maior qualidade é enxergar tudo com clareza, mas deve moderar seus comentários que, às vezes, fere seus semelhantes.

Desafio: desenvolver a paciência e a perseverança.

Mineral: opala. Usando-a você pode conseguir ligação consciente com suas mais elevadas qualidades.

Planta: dente-de-leão. Ela ajuda a melhorar sua saúde física, principalmente no que se refere a infecções da vesícula.

 

CASTOR (20 de abril a 20 de maio)

Personalidade: você pertence ao Povo do Castor e tem a regência da Lua do Retorno dos Sapos. Forte, você gosta de trabalhar bastante e adora curtir sua Casa. É carinhoso, paciente e constante. Mas, às vezes, esconde seus sentimentos de modo tão firme quanto o castor constrói uma represa.

Desafio: dominar a obstinação e a tendência a perdoar qualquer coisa.

Mineral: crisocola. Usando-a, você pode perceber com mais nitidez problemas subconscientes e conhecer mais a si próprio.

Planta: camásia azul. Com ela, pode melhorar o funcionamento do pâncreas e prevenir doenças relacionadas a este órgão.

 

CERVO (21 de maio e 20 de junho)

Personalidade: você pertence ao Povo do Cervo e tem a regência da Lua do Plantio de Milho. Sensível, lépido, intuitivo e desembaraçado, você se interessa por tudo o que é novo e costuma mudar de idéia a cada momento.

Desafio: desconfiar menos e equilibrar as duas faces de sua personalidade.

Mineral: ágata. Com ela, pode adquirir habilidade para discernir a verdade e aceitar as circunstâncias adversas.

Planta: mil-folhas. Usando-a, pode aprender a se libertar de coisas nocivas ao seu crescimento espiritual.

 

PICA-PAU (21 de junho a 22 de julho)

Personalidade: você pertence ao Povo do Pica-Pau e tem a regência da Lua do Sol Intenso. É capaz de se adaptar ao fluxo da vida de maneira suave e receptiva. Gentil, sonhador e sensível, tem o dom de refletir e, ao mesmo tempo, absirver todas as influências que estão à sua Volta.

Desafio: conseguir a independência e a estabilidade.

Mineral: cornalina. Usando-a, você melhora o funcionamento dos rins, pulmões, fígado, vesícula e pâncreas.

Planta: Rosa silvestre. Com ela, pode obter mais clareza de pensamento e excelente equilíbrio espiritual.

 

ESTURJÃO (23 de julho a 22 de agosto)

Personalidade: você pertence ao Povo do Esturjão (peixe de águas geladas) e tem a regência da Lua dos Frutos Maduros. Possui Grande força interior e consegue enxergar além das aparências. Procura evitar confrontos, mas luta quando se sente acuado. É ativo e dominador, mas tem seu lado brincalhão.

Desafio: controlar a tendência à tirania e à arrogância

Minerais: ferro e granada. Com o ferro, pode perceber a força de seu deus interior. A granada harmoniza suas energias.

Planta: framboeseira. Ela o ajuda a desenvolver sua sexualidade.

 

URSO MARROM (23 de agosto a 22 de setembro)

Personalidade: você pertence ao povo do Urso Marrom e tem a regência da Lua da Colheita. É gentil e curioso, ama o trabalho e se mostra muito corajoso. Numa briga ou discussão, sabe atacar os pontos fracos de seu adversário.

Desafio: aprender a curtir a companhia de outras pessoas e a desenvolver a cordialidade.

Mineral: ametista. Com ela, pode alcançar a purificação e trilhar com segurança o caminho da elevação espiritual.

Panta: violeta. Ela o ajuda a desenvolver a clareza de pensamento.

 

CORVO (23 de setembro a 23 de outubro)

Personalidade: você pertence ao Povo do Corvo e tem a regência da Lua do Vôo dos Patos. Gosta de viver em grupo e se preocupa com o bem-estar dos outros. Inteligente, colaborador e leal, tem a habilidade de descobrir coisas escondidas, mas se retira ao menor sinal de perigo.

Desafio: assumir responsabilidades e combater a ingenuidade.

Mineral: jaspe. Usando-a, aprende e firmar os pés na realidade.

Planta: verbasco. Combate infecções dos rins.

 

SERPENTE (24 de outubro a 21 de novembro)

Personalidade: você pertence ao Povo da Serpente e tem a regência da Lua dos Primeiros Gelos. É poderoso, ambicioso e decidido. É dotado de sabedoria e tenacidade. Do mesmo modo que a serpente, costuma também “trocar de pele”, isto é, tem mudanças repentinas de caráter.

Desafio: conseguir se libertar do passado.

Minerais: cobre e malaquita. O cobre ajuda a lidar com a sexualidade; a malaquita elimina bloqueios subconscientes.

Planta: cardo. Com ele, pode aprender a alcançar a maturidade.

 

ALCE (22 de novembro a 21 de dezembro)

Personalidade: você pertece ao Povo do Alce e tem a regência da Lua das Grandes Neves. Embora aprecie momentos de solidão, está sempre preocupado com os outros e costuma pôr a boca no trombone quando percebe qualquer injustiça. É independente e jamais foge de uma discussão.

Desafio: desenvolver o dom da conciliação.

Mineral: obsidiana. Ela o ajuda a a a curar problemas psicológicos.

Planta: abeto-preto. Cura doenças da pele.

  

MARACÁ

     Utilizado por  Shamans,  Pajés,  Curadores e Curandeiros de todos os povos, em todos os continentes, o Maracá  é  um instrumento muito importante durante os procedimentos de cura (pajelanças, vivências xamânicas).

Em todas as tradições indígenas, ele  tem as mesmas funções, que vão além de ‘espantar’ os maus Espíritos:

– Sincronizar as pulsações vitais; Gerar campos de força; Abrir e fechar portais energéticos; Induzir o paciente ao transe;

– Alinhar os chackras.

O uso dos sons nas Terapias curativas é um conhecimento  ancestral,  que a  Ciência vai,  aos  poucos,  confirmando  e  reconhecendo como método realmente eficaz.

Antes tarde do que nunca…

Existem sequências e ritmos diferentes para cada caso.   As combinações de  velocidade, freqüência e altura do som são definidas pela sensibilidade  do  Shaman,  cuja  medicina é fundamentada na sua condição pessoal.

Seus conhecimentos de cura são inerentes à sua posição e hierarquia espiritual. Portanto, não basta  a  técnica  musical de  ‘balançar’ o Maracá.  Têm que se possuir a autorização do Grande Espírito, sem a qual não há cura.

A RODA DE CURA

O que vamos focar aqui é o sistema desenvolvido pelas tradições nativas norte-americanas com a sabedoria das 4 Direções e dos Animais de Poder. A Roda de Cura, fisicamente falando, é uma roda de pedra com os 4 Pontos Cardeais demarcados. Esta formação geométrica tem a capacidade de funcionar – assim como acontece com as pirâmides – captando, concentrando e distribuindo Energia. Simbolicamente, a Roda de Cura representa a Roda da Vida com seu eterno movimento , fases, significados e simbolismos característicos.

1. Leste: o índio começa contando do Leste (o Oriente), que é de onde vem o Sol, a Luz. O Leste é o início. O início da vida na fase do nascimento e da primeira infância. É a Primavera, o inicio do ciclo das estações. É o elemento Fogo. A cor amarela. O Leste está relacionado ao nível espiritual, e ao princípio masculino. É a Direção da Águia. A Águia é o ser vivo que voa mais alto e chega mais perto do Sol (da Luz). A Águia decola de dentro do burburinho dos eventos da vida, e de cima, observa de forma ampla e neutra a panorâmica destes eventos. Sem envolvimento emocional (mas sem negar as emoções) e consciente da transitoriedade deles. E quando mira um objetivo, mergulha nele, absolutamente concentrada, captura a presa e volta para a perspectiva do alto. A Meditação treina muito bem a mente para este tipo de funcionamento: aprender a observar sem julgar. O Leste representa o arquétipo do Visionário.

2. Sul: é a Direção da juventude, da alegria, do jogo de cintura, da criança interior. É a Direção do elemento Água, das emoções, dos sentimentos. O Sul está relacionado ao nível emocional. A cor vermelha e também ao Verão, a época da vida em que se está com mais energia, mais calor, mais explosão. O Sul tem como animais principais, o Coiote e o Golfinho. O Coiote é o “divino trapaceiro” sempre pronto a nos dar uma rasteira quando nosso ego infla, é a chamada “ironia do destino”. O Golfinho fala do alegre fluir das emoções (da água), consciente da impermanência da vida. Representa o arquétipo do Guerreiro.

3.Oeste: é a Direção que se relaciona com o inconsciente, com os processos terapêuticos e a cura, com a Meditação, com os estados transpessoais, com o mergulho interno. É a direção que expressa o princípio feminino. Fala do elemento Terra e do Outono, a fase adulta da vida. A cor é o negro. O Oeste está relacionado também ao nível físico da existência, a saúde. O Animal desta Direção é a Ursa, animal que parte do tempo está na superfície, no mundo externo, e parte do tempo entra na caverna, no silêncio do mundo interno e no contato com as outras dimensões. Representa o arquétipo do Curador.

4. Norte: é a Direção que tem a ver com os Mestres e com a ancestralidade. Tem a ver com a Sabedoria e com o Conhecimento. É a direção da ultima fase da vida, onde já se tem o que ensinar para as gerações seguintes. Relaciona-se com o elemento Ar, com o Inverno e com a cor branca. O Norte também está relacionado ao nível mental. O Animal do Norte é o Búfalo, com suas quatro patas bem conectadas com a Terra e os chifres conectados com o Céu. Representa o arquétipo do Mestre.

Ahow! Mitakuyê Oyasin!